Notícias

Ver todas as notícias

O que a alta do combustível tem a ver com os meus funcionários?

Gestão - 31.07.17

 

Recentemente, a medida econômica de aumento do imposto sobre os combustíveis, autorizada pelo presidente Michel Temer, pegou todos brasileiros de surpresa. A decisão do governo pela elevação das alíquotas de PIS/COFINS sobre os combustíveis trouxe como justificativa a necessidade de ampliar as receitas para tapar o rombo do orçamento nas contas do governo a fim de conseguir cumprir a meta fiscal ao final do ano. A medida se fez necessária haja vista a necessidade de resultados de curto prazo e limitações para cortes nos gastos públicos, sendo então a única saída para a elevação das receitas que vinham diminuindo com a recessão.

 

O reajuste nos tributos dos combustíveis trouxe um impacto imediato aos brasileiros. No dia seguinte ao decreto, já era possível ver o reajuste sendo aplicados nas bombas dos postos de combustível por todo o país. Com o aumento em 86% da alíquota do diesel, enquanto que a alíquota de PIS/CONFINS da gasolina foi dobrada, o reajuste do preço dos combustíveis foi significativo ao bolso do consumidor: R$ 0,41 (gasolina), R$ 0,21 (diesel) e R$ 0,20 (etanol).

 

Se, por um lado, a medida trouxe benefício para as contas do governo, por outro, o impacto para o empresariado foi sentido diretamente em seus custos operacionais, afinal a cadeia produtiva brasileira opera em sua essência através da malha rodoviária. Logo, o aumento nos combustíveis está diretamente associado ao custo de transporte e logística. Como movimentação natural de mercado, o crescimento nos custos de produção é repassado para o preço final, causando uma tendência de elevação da inflação, projetada por economistas em 0,7%. E no final das contas, quem paga o preço são os consumidores.

 

Do ponto de vista do trabalhador, a medida adotada pelo Governo teve grandes reflexos em seu dia a dia. O aumento do combustível trouxe um impacto direto na renda do trabalhador que possui carro e faz uso dele para o seu deslocamento ao trabalho. Um trabalhador que gastava, por exemplo, R$ 250,00 por mês com combustível verá seus custos aumentarem para aproximadamente R$ 277,00. O aumento do combustível trouxe também impacto aos custos das empresas de transporte público, o que pode se traduzir em pressões para reajuste do valor da passagem, ainda que não sinalizadas. Nesse caso, o peso maior do aumento recairá sobre os empregadores uma vez que o vale-transporte é um direito trabalhista presente na CLT.

 

Além disso, como citado anteriormente, a consequência natural do reajuste dos tributos é uma elevação da inflação, o que reduz o poder de compra dos trabalhadores. Dos preços da alimentação a prestações de serviços, toda cadeia produtiva é impacta direta e indiretamente, originando a elevação generalizada dos preços. Traduzindo, o salário do trabalhador não terá o mesmo poder de consumo de outrora.

 

Diante de tamanho reflexo na renda dos trabalhadores, como o gestor de RH deve se portar nesse cenário?

 

Ainda que o impacto tenha sido causado por um agente externo à empresa, as consequências podem ser sentidas no dia a dia do trabalho. É responsabilidade, portanto, do gestor de pessoas monitorar o clima da equipe e tomar iniciativas a fim de assegurar que problemas externos, como questões financeiras, não impactem o desempenho das atividades do trabalhador. Manter o moral dos trabalhadores elevado passa por iniciativas de cunho motivacional que valorizem o colaborador e sejam alternativas frente a questões alheias à empresa e que interfiram em sua renda, como nesse caso.

 

Desenvolver campanhas de incentivo com premiações pontuais em vale-presentes, promover ajuda de custo para abastecimentos através de vale-combustíveis ou mesmo efetuar uma revisão no valor de benefícios como vale-alimentação e vale-refeição, corrigindo o aumento da inflação, são formas eficientes de assegurar o poder de compra do trabalhador sem comprometer tanto os custos empresariais. Outras medidas podem também proporcionar benefícios diretos ao trabalhador como conceder cartões-convênio que permitem ao colaborador um melhor controle financeiro sobre os seus gastos. Medidas como essas são investimentos que se refletem na satisfação do trabalhador para com a empresa e, consequentemente em sua produtividade, retornando ao empregador através de resultados financeiros.

 

Todas essas soluções em benefícios ao trabalhador, você encontra na Nutricash. Conheça um pouco mais de cada um de nossos produtos e perceba que a Nutricash tem todos os motivos para fazer parte do seu dia a dia!





Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *